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Educação para a Morte

 

A palavra morte, obtém a expressão de difícil abordagem e este não é uma tarefa simples. No século passado o assunto estava ausente em diversos discursos.

O tema morte passou a ser discutido no últimos 50 anos pelos historiadores, antropólogos, biólogos, sociólogos, filósofos, psicólogos, psiquiatras e psicanalistas.

Diversos fatores apontam para justificar o desencontro do homem com a morte, ou seja, se a morte é natural, por que o conflito ou a resistência? O que leva as causas da negação da morte e redescobrir a importância do tema? O homem convive a vida inteira com o destino da morte, este é o apavorante dilema com o qual tem que conviver.

Freud relatou que o medo da morte é o medo básico e ao mesmo tempo fonte de todas as nossas realizações: tudo aquilo que fazemos é para transcender a morte. Educar sobre a morte é dar uma conscientização da própria finitude e por isso melhora a qualidade de vida e sentiria menos angustiado com o limitador tempo, pois ela singulariza a existência de cada ser humano. A morte é separação, a perda de um objeto de amor causa sofrimento, daí a importância para o processo de individualização, pois aprende a lindar com a separação.

Educação para a morte é como um fator de prevenção para a saúde mental, evita em muitos casos que o individuo tenha desgaste emocional e física, diminui o tempo da dor, pois a negação da realidade pode gerar a psicose e outras patologias. O ensino sobre a morte é importante para o processo cognitivo da criança e do adulto.

A tanatologia é a ciência da vida e da morte que visa humanizar o atendimento aos que estão sofrendo perdas graves, podendo contribuir dessa forma na melhor qualificação dos profissionais que se interessam pelos cuidados paliativos.